terça-feira, 4 de julho de 2017

Exposição ‘10 Anos de Núcleo Luz’ chega à Estação Paulista da Linha 4-Amarela de metrô


Fotos e depoimentos relembram trajetória do projeto de dança para jovens de baixa renda.

Foto: ViaQuatro

Comprometida em apoiar a cultura no entorno das estações da Linha 4-Amarela de metrô, a ViaQuatro traz para a Estação Paulista a exposição 10 Anos de Núcleo Luz. Até 31 de julho, a mostra relembra em fotos e depoimentos a trajetória da companhia de dança, que oferece aulas gratuitas a jovens de baixa renda. Os painéis também contém QR Code para o usuário conectar seu celular ao canal de vídeos do projeto. 

A exposição integra a parceria da ViaQuatro com o Núcleo Luz. Em 2017, a concessionária patrocinou sete apresentações do grupo abertas ao público no Teatro Sérgio Cardoso e na sede da escola, situada no Bom Retiro. “Também cederemos espaço na Estação Luz para intervenções artísticas da companhia até novembro. Essas ações reforçam o compromisso da concessionária com a sustentabilidade do seu negócio e enriquecem a experiência dos passageiros, que vai além da viagem rápida e confortável na Linha 4-Amarela”, afirma a gestora de Sustentabilidade, Juliana Alcides.  


O projeto oferece aos aprendizes matriculados uma programação diversificada de atividades, além de bolsa-auxílio mensal, alimentação e transporte. Criado em 2007, o Núcleo Luz faz parte do Programa Fábricas de Culturas da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e é gerenciado pela POIESIS - Instituto de Apoio à Cultura, à Língua e à Literatura.
Sobre a ViaQuatro
A ViaQuatro é a concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela de metrô de São Paulo e o primeiro contrato de PPP (Parceria Público-Privada) assinado no país. Na América Latina, a Linha 4-Amarela é pioneira no uso do sistema driverless, operação automática sem a presença de condutor dentro do trem, que permite a supervisão permanente de velocidade, conferindo mais segurança e precisão à operação.

As informações são da: ViaQuatro

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Linha 6 do Metrô: Governo de SP dá mais prazo para Consórcio obter financiamento para retomada das obras.

Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Governo do Estado de SP anunciou que está analisando informações fornecidas pelo consórcio Move SP para a retomada das obras; último prazo expirou na sexta-feira (dia 30).

Foto: Redes Sociais
As obras da linha 6-Laranja do Metrô estão paradas desde setembro de 2016. Também chamada de Linha das Universidades, a Linha 6-laranja deve ligar a Vila Brasilândia, na região noroeste de São Paulo, ao centro da capital paulista. Considerada a linha das universidades, por atender regiões onde estão vários estabelecimentos de ensino, a linha 6-Laranja deve ter integração com a linha 1-Azul e 4-Amarela do metrô e 7-Rubi e  8-Diamante, da CPTM.

O Consórcio Move SP, responsável pelas intervenções e vencedor da licitação ocorrida em 2013, desde setembro vem postergando prazos para resolver o problema de dinheiro, motivo principal que paralisou a obra.

Conforme noticiou o Diário do Transporte, em primeira mão, no dia 08 de março de 2017, o prazo final dado pelo Governo do Estado foi 15 de junho, podendo assim, haver nova licitação. O Move São Paulo solicitou empréstimo de R$ 5,5 bilhões. Por causa da paralisação das obras, o Governo do Estado de São Paulo pediu anuência da Assembleia Legislativa e levará a solicitação ao BNDES de remanejamento de R$ 200 milhões, que estavam previstos para linha 6-Laranja, para linha 5- Lilás, prevista para se prolongar até a Chácara Klabin. A linha 5 já opera entre Capão Redondo e Adolfo Pinheiro. 

Em 15 de junho deste ano, por exemplo, expirou o prazo dado pelo governo estadual para o Consórcio encontrar uma solução para conseguir financiamento do BNDES. O consórcio é formado pela Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC Engenharia, toda citadas na Operação Lava Jato.

Na data o governo do Estado publicou uma nota, ampliando o prazo para as empreiteiras se regularizarem junto ao BNDES até o dia 30 de junho, sexta-feira passada. E na mesma nota fez uma ameaça ao Consórcio: “Caso o atual concessionário não consiga obter financiamento junto ao BNDES, o Governo do Estado poderá ser impelido a iniciar o processo de decretação da caducidade do contrato e iniciar um novo processo licitatório respeitando os devidos prazos legais”. 

Hoje (dia 3) a Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Governo do Estado de SP anunciou que está analisando informações fornecidas pelo consórcio Move SP para a retomada das obras da linha 6-laranja. Ou seja, um novo prazo foi concedido ao Consórcio, que informou ao governo que está buscando financiamento de longo prazo para retomar e finalizar a obra paralisada desde setembro de 2016.

A linha 6-laranja é uma dentre as seis obras de expansão do Metrô, sendo que todas estão atrasadas.

HISTÓRICO:

A ligação entre a região de Brasilândia, na zona noroeste, e a estação São Joaquim, na região central de São Paulo, deve atender a mais de 630 mil pessoas por dia. Quando assinado em dezembro de 2013, a linha 6-Laranja foi comemorada por ser a primeira PPP – Parceria Público Privada plena do país. O consórcio Move faria a obra e seria também o responsável pela operação da linha por 25 anos. O custo total do empreendimento era de R$ 9,6 bilhões, sendo que deste valor R$ 8,9 bilhões seriam divididos entre governo e consórcio.

A previsão inicial para inauguração da linha 6 era 2020. A data agora é uma incerteza.

Considerada a linha das universidades, por atender regiões onde estão vários estabelecimentos de ensino, a linha 6-Laranja deve ter integração com a linha 1-Azul e 4-Amarela do metrô e 7-Rubi e  8-Diamante, da CPTM.

Até o momento, foram gastos R$ 1,7 bilhão no empreendimento.

OBRAS PROMETIDAS E ATRASADAS:

Linha 2 (Extensão até a Rodovia Dutra) – prometida para 2020, está sem prazo de conclusão

Linha 4 (Trecho até Vila Sônia) – prometida para 2014, com prazo de conclusão previsto para o  2º semestre de 2019

Linha 5 (Extensão até Chácara Klabin + 11 estações) – prometida para 2014, com prazo de conclusão para o 2º semestre de 2018

Linha 6 (Brasilândia a São Joaquim) – prometida para 2020; obra paralisada, sem previsão de conclusão

Linha 15 (Trecho até São Mateus) – prometida para 2016, com prazo de conclusão para o 1º semestre de 2018

Linha 17 (Congonhas ao Morumbi) – prometida para 2014, com prazo de conclusão para o 2º semestre de 2019

Linha 18 (Tamanduateí ao ABC) – prometida para 2018, sem prazo.

As informações são do Diário do Transporte.

Uber oferece desconto em corridas até estações de metrô em SP

A partir desta segunda-feira, 3, a Uber vai oferecer descontos em corridas até o metrô, em São Paulo. A iniciativa é uma parceria com o PayPal.

Créditos: Divulgação/Uber

Todo mundo que iniciar ou encerrar uma viagem em uma estação de metrô, entre 4h40 e 0h de um dia útil, poderá receber redução de R$ 3,80 -o equivalente ao preço da passagem de metrô- no valor total do itinerário. A promoção vai até o dia 17 de julho.

Se você tem o costume de pedir um Uber para ir ou voltar de alguma estação, fique esperto no passo a passo para conseguir o desconto: antes de pedir um carro pelo app, selecione o PayPal no menu de "Pagamentos" e insira o código promocional SPMOBILIDADE

A dedução de R$ 3,80 pode ser aplicada até quatro vezes por cada usuário durante o período da promoção, em qualquer modalidade de carro da Uber: ubere POOL, uberX, UberSELECT (carros mais confortáveis) ou UberBLACK.

Consulte a lista completa de endereços das estações de metrô, incluindo dos maiores terminais rodoviários da cidade, aqui

As informações são do Catraca Livre

Empresas pedem e Governo de São Paulo adia leilão das Linhas 5 do metrô e 17 do monotrilho

Data inicial era na próxima terça-feira dia 3, agora, será 28 de setembro

 Foto: Mastrangelo Reino/A2img
A Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo adiou o leilão que concederá à iniciativa privada a operação da linha 5 Lilás do metrô, hoje entre Capão Redondo e a Estação Adolfo Pinheiro, na região de Santo Amaro, e da 17 Ouro do monotrilho, na zona sul da capital paulista.

O leilão é para as duas linhas em conjunto e deveria ocorrer na próxima terça-feira, 4 de julho, mas agora será feito em 28 de setembro.

De acordo com nota da secretaria, as empresas do setor pediram mais tempo para preparar as propostas. Ainda segundo a gestão Alckmin, a nova data deve permitir que mais companhias participem e apresentem propostas.

Os valores dos lances mínimos não mudaram tampouco as regras do leilão.

A empresa ou consórcio que quiserem operar o metrô e o monotrilho devem oferecer, no mínimo, lance de R$ 189,6 milhões.

A duração do contrato é de 20 anos e os vencedores receberão a parte correspondente das tarifas à operação dos dois trajetos e também podem explorar comercialmente as estações.

O valor do contrato é de R$ 10,8 bilhões, correspondentes às receitas tarifárias de remuneração e às explorações comerciais das áreas livres das estações.

A empresa vencedora deve fazer investimentos nesse período de R$ 3 bilhões, entre modernização de espaços e frota nova.

O leilão não envolve a construção das novas estações da linha 5 Lilás e de todo o trajeto do monotrilho, cujos custos serão bancados pelo Governo do Estado.

A partir do próximo mês, a gestão do governador Geraldo Alckmin pretende entregar as estações Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin, da linha 5 lilás. Em dezembro, o trajeto deve ser integrado na estação Santa Cruz à linha 1-Azul e na estação Chácara Klabin à linha 2-Verde.

A estação Campo Belo deve ficar pronta em 2018, mesmo anos de previsão para o monotrilho da linha 17 Ouro, que ainda não está em operação.

As informações são do Diário do Transporte

DOIS HOMENS SÃO PRESOS, SUSPEITOS DE PICHAR TRENS DO METRÔ


Na última Sexta-feira (30/06), a Delegacia de Polícia do Metropolitano (DELPOM), prendeu David Moreira Portela e Gabriel Fernando Silva Santana, acusados de serem os autores de duas pichações no Metrô.

📸 Delegacia de Polícia do Metropolitano  (DELPOM)
📸 Delegacia de Polícia do Metropolitano  (DELPOM)

📸 Delegacia de Polícia do Metropolitano  (DELPOM)
📸 Delegacia de Polícia do Metropolitano  (DELPOM)

David, teria sido o autor da pichação do trem na estação Ana Rosa da Linha 1-Azul e 2-Verde, no dia 16 de Abril deste ano. Já Gabriel responsável por pichar um trem na estação Sumaré da Linha 2-Verde.

Ambos foram identificados com ajuda do sistema de filmagem do Metrô e detidos pela equipe do Delegado Rogério Marques, onde prestaram depoimento na delegacia e autuados pelo delito cometido.

A equipe da DELPOM é o Metrô reiteram que em caso de se presenciar um delito, comunique o Metrô via SMS Denuncia (973332252), via App Metrô Conecta ou um funcionário do Metrô, e ou via 190 Polícia Militar dependendo da situação, para uma resposta mais rápida.

Por Willian Moreira.
Colaboração: Delegacia de Polícia do Metropolitano (DELPOM)


domingo, 2 de julho de 2017

Camargo Corrêa vai delatar esquema de cartel na linha 5 do metrô SP

Dois governos tucanos, os de José Serra, que fez a licitação das obras em outubro de 2008, e de Geraldo Alckmin, que toca a ampliação da linha, contestaram fortemente na época a denúncia do cartel.


Foto: Fórum
Corroborado com denúncia do jornal Folha de São Paulo de 2010, a Camargo Corrêa reconheceu em proposta de acordo judicial que houve superfaturamento e cartel em dois lotes da linha 5-lilás do Metrô de São Paulo, cujos contratos somam R$ 3,5 bilhões em valores atualizados.

A Folha registrou em 2010, com seis meses de antecedência, quem seriam os vencedores de seis lotes da linha 5. A expansão da linha 5 foi contratada por R$ 6,6 bilhões, também em valores atualizados. Os dois lotes que aparecem agora no acordo da Camargo Corrêa estavam na lista da Folha.

Dois governos tucanos contestaram fortemente a reportagem da Folha: os de José Serra, que fez a licitação das obras em outubro de 2008, e de Geraldo Alckmin, que toca a ampliação da linha.

Segundo os termos do acordo proposto ao Ministério Público do Estado, a obra foi dividida por cinco grandes empreiteiras (Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS e Queiroz Galvão, chamadas de G5), que escolheram os lotes mais caros da licitação.

A Andrade Gutierrez vai corroborar a existência de cartel na obra na continuidade de sua delação à Operação Lava Jato.

Contratadas em outubro de 2010, as obras deveriam ter sido inauguradas em 2015, mas só devem ficar prontas no final deste ano. Esse trecho da linha 5 liga a Chácara Klabin, na Vila Mariana, ao Brooklin, ambos na zona sul.

Na proposta, a Camargo Corrêa se compromete a pagar R$ 24,3 milhões em sete parcelas a título de multa. O valor que a empresa concordou em pagar é 1/15 do prejuízo estimado pelo promotor Marcelo Milani em ação de improbidade, de R$ 326,9 milhões.

Como os lotes licitados em 2008 foram vencidos por 15 empresas, o prejuízo estimado foi dividido pelo número de empresas, sem levar em conta a ponderação dos valores dos contratos. Inicialmente, o promotor pedia que as 15 empresas pagassem uma multa de R$ 12 bilhões.

Outros três promotores ouvidos pela Folha consideraram muito baixo o valor.

Além da multa, a Camargo Corrêa aceitou retirar uma ação em que pedia R$ 27 milhões por conta dessa obra a título de reequilíbrio econômico-financeiro.

Esse tipo de reequilíbrio ocorre quando uma empresa se sente prejudicada num contrato, seja porque a obra era mais complexa do que o projeto original ou porque houve uma mudança abrupta em preços internacionais. A retirada da ação de R$ 27 milhões serviria para compensar o superfaturamento.

A juíza Simone Casoretti recebeu a proposta de acordo para homologação no último dia 19, mas decidiu consultar a Fazenda Pública sobre os valores propostos. Sem a homologação da juíza, o acordo não tem validade.

Na Operação Lava Jato, a Camargo Corrêa fez acordos nos quais confessou que participou de cartel em obras da Petrobras, da usina de Belo Monte e de Angra 3. O grupo assinou em 2015 acordos de delação e de leniência nos quais acertou pagar R$ 804 milhões –leniência é uma espécie de delação para empresas.

O relato da Camargo sobre cartel e superfaturamento na linha 5 sugere que houve omissões na delação da Odebrecht. A empresa contou que pagou propina nas obras da linha 5 para não ser incomodada, mas não falou em cartel e sobrepreço.

TATUZÃO

Um diretor do Metrô citado na delação da Odebrecht como tendo recebido suborno na linha 5, Sérgio Brasil, também aparece no acordo proposto pela Camargo Corrêa, segundo a Folha apurou. A menção aparece em documento que está em segredo de Justiça.

Brasil é apontado pela Camargo como o executivo do Metrô que recebeu propina para incluir exigências técnicas na licitação que só as cinco empreiteiras conseguiam atender.

Para afastar concorrentes menores, havia um artifício na licitação: as empresas tinham que ter experiência com um equipamento conhecido com tatuzão no Brasil. À época da disputa, só as cinco já tinham feito perfurações com tatuzão.

O governo do Estado e o Metrô disseram em nota à Folha que “são vítimas dos crimes que estão sendo investigados”. Ambos afirmam que vão analisar a proposta do ponto de vista jurídico e financeiro, com o objetivo de proteger o interesse público.

Segundo a nota, “o Metrô colabora com todos os órgãos que investigam as denúncias de formação de cartel ou de conduta irregular de agentes públicos” e “é o maior interessado na apuração dos fatos ora levantados”. O senador José Serra (PSDB-SP), que defendia que não houve cartel na obra, não se pronunciou.

A Camargo Corrêa diz que “não pode se manifestar sobre processos em trâmite judicial e reitera sua firme disposição em seguir colaborando com as autoridades.”

A Andrade Gutierrez também não quis se pronunciar sobre o suposto cartel e superfaturamento na linha 5 do Metrô. Em nota, diz “que segue colaborando com as investigações em curso dentro do acordo de leniência firmado pela empresa com o Ministério Público Federal e reforça seu compromisso público de esclarecer e corrigir todos os fatos irregulares ocorridos no passado”.

A Odebrecht não respondeu aos questionamentos sobre eventuais omissões em sua delação. A empresa afirma que “está colaborando com a Justiça no Brasil e nos países em que atua” e “já reconheceu os seus erros, pediu desculpas públicas” e “está comprometida a combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas”.

A OAS não quis se manifestar. A Queiroz Galvão afirma que “não comenta investigações em andamento.”

As informações são do Fórum

Mulher é assediada e agredida com soco no rosto no Metrô de SP

Agressão aconteceu na Estação Sé do Metrô (Foto: Rogério Cavalheiro/Futura Press/Estadão Conteúdo)


Caso ocorreu em trem da Linha 3-Vermelha. Metrô diz que campanha publicitária tem encorajado mulheres a fazerem mais denúncias.

Uma assistente de laboratório foi assediada e agredida em um trem do Metrô na manhã do dia 31 de maio. O agressor tentou apoiar-se nos seios dela e teria acertado um soco em seu rosto após empurra-empurra na saída do trem, na estação da Sé.
A jovem de 31 anos seguia na Linha 3-Vermelha, no sentido Palmeiras-Barra Funda, quando um homem entrou na estação Brás e tentou apoiar-se nos seios dela enquanto segurava nas barras de ferro do trem e a moça afastou o braço do rapaz de perto de si.

Quando o trem chegou à estação da Sé, ela diz ter sido empurrada pelo homem e devolvido o tranco na tentativa de descer. Ela relata que, em resposta, ele teria dado soco em seu rosto que chegou até a fraturar o nariz. Na confusão, o agressor teria sido segurado pelos passageiros do trem até a chegada de funcionários do Metrô.

A vítima foi acompanhada por uma funcionária até a Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), na estação Palmeiras-Barra Funda, responsável por registrar e investigar os casos ocorridos nas linhas do Metrô e da CPTM. A moça registrou um boletim de ocorrência no local e, em seguida, foi submetida a um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Segundo ela, o agressor foi encaminhado para a Delpom por um outro funcionário do Metrô.

A moça, que não quis se identificar, disse ao G1 que já sofreu outros casos de assédio e que eles são muito recorrentes no Metrô, mas ela nunca havia sofrido uma agressão dessas proporções. "Eu nunca tinha sido agredida assim de tomar um soco no olho, sabe?", pontua. Para ela, a ação do Metrô de encaminhar vítima e agressor para a delegacia foi rápida.
No entanto, a vítima diz sido deixada sozinha enquanto o agressor permanecia acompanhado pelo funcionário do Metrô que o encaminhou até lá. "Ela (funcionária que a acompanhou) me deixou um tempão lá sozinha enquanto o agressor falava um monte de absurdos na minha frente, falou para a filha dele que 'deu na minha cara mesmo' e que acha que não tinha cometido nenhum erro", reclama. Ela ainda relata ter sido advertida por seguranças do Metrô para que não fizesse confusão dentro da delegacia. "Eu senti que o tratamento para o agressor foi melhor do que para a vítima", disse.

Assédios no Metrô

Na última quarta-feira (28), a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) convocou Clodoaldo Pelissioni, Secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, e diretores do Metrô para prestar esclarecimentos sobre os assédios nas linhas.

Na reunião, Pelissioni que o Metrô consegue encontrar o agressor e encaminhá-lo à autoridade policial em mais de 80% dos casos de abuso sexual. Segundo ele, o Metrô conta com mais de 3 mil câmeras de segurança e todos os trens terão câmeras até o final de 2018.

O secretário informou ainda que ocorreu um aumento efetivo no número de denúncias de abuso sexual no Metrô com o apoio das campanhas publicitárias, que teriam encorajado as mulheres a denunciarem os casos ocorridos. Feitas com o apoio de entidades civis, as campanhas estão no ar desde 2015 e fazem parte de um plano que contou, inclusive, com o treinamento dos funcionários do Metrô sobre como encaminhar essas denúncias e prestar assistência às vítimas.
Uma nova campanha deverá ser lançada em agosto para coibir o abuso sexual no transporte público, em parceria com a Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo, a OAB, o Tribunal de Justiça e o Ministério Público. "Agora nós temos que fazer um trabalho para que esse número diminua e o agressor tem que ficar certificado de que se ele fizer ele vai ser preso", declara Pelissioni. "A comunicação rápida, a internet, o celular e as redes sociais podem nos ajudar muito a ser mais rápidos na ação".

O Metrô informou na reunião que a segurança trabalha com um tempo máximo de 6 minutos para que um agente chegue até o local de algum evento no Metrô. A rede conta 1.100 agentes de segurança, sendo 250 mulheres. O secretário acredita que esse seja um número suficiente de agentes mulheres. "Em toda estação do Metrô tem uma funcionária que pode atender a vítima", declara. "Não precisa ser uma segurança, pode ser uma funcionária operacional disposta a fazer o primeiro atendimento da mulher assediada".

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou ao G1 que, com base nos relatos das partes envolvidas, o boletim de ocorrência foi registrado como lesão corporal na Delegacia de Polícia do Metropolitano. A vítima foi orientada quanto ao prazo de seis meses para fazer a representação criminal contra o agressor, que não foi feita até agora. Cabe ressaltar ainda que a delegacia possui duas salas para as partes permanecerem em ambientes distintos durante a elaboração do BO. A Delpom está à disposição da vítima para fazer novo registro relatando eventuais fatos que não foram inseridos no boletim elaborado em 31 de maio.
Serviço

Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom)
Local: Estação Palmeiras-Barra Funda
Endereço: Rua Bento Teobaldo Ferraz, 119 - Barra Funda, São Paulo - SP
Funcionamento: 24h, todos os dias.

*Com supervisão de Paulo Guilherme

As informações são do G1