sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Monotrilho da linha 15-Prata irá operar em horário diferenciado neste domingo 05/02



Para dar continuidade aos testes no sistema de controle dos trens, o horário de operação da Linha 15-Prata (monotrilho) sofrerá mudanças no domingo (05).
As estações Vila Prudente e Oratório permanecerão fechadas para o público das 4h40 até às 16 horas. Durante a interdição, os usuários serão atendidos gratuitamente por ônibus do sistema PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência), que circularão no trecho entre as duas estações.

Após o reinício da operação comercial, o atendimento aos usuários ocorrerá normalmente até meia-noite. Os testes na Linha 15-Prata vêm ocorrendo aos domingos e feriados por serem dias de menor demanda de passageiros.

Para informar aos usuários sobre a alteração no horário de funcionamento do monotrilho, haverá emissão de mensagens sonoras pelos sistemas de som das estações e dos trens, colocação de cartazes nas estações e publicação de informativos nas redes sociais.

Outras informações podem ser obtidas na Central de Informações do Metrô (0800 770 7722), diariamente, das 5h30 às 23h30.

As informações são da Companhia do Metropolitano de São Paulo - Metrô

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Metrô terá Wi-Fi gratuito em quarenta estações

Trem da frota F na linha 5-Lilás (Foto: Dayane Priscila)

Quarenta estações das Linhas Verde, Vermelha e Azul do Metrô devem ganhar rede de internet sem fio gratuita em fevereiro. A novidade nasce de uma parceria com a iniciativa privada: a N1 Telecom, empresa ligada à tecnologia, foi escolhida por meio de um chamamento público e ficará responsável pelo sistema.

A implantação da rede se dará em duas etapas: vinte estações terão internet a partir de domingo (5). Nos outros vinte pontos, o sistema começa a funcionar duas semanas mais tarde, em 19 de fevereiro.

Das 62 estações administradas pelo Metrô, apenas seis já contavam com rede Wi-Fi bancada pela companhia – Sé, Vila Prudente, Tamanduateí, Paraíso, Jabaquara e Ana Rosa. Nessas paradas, o sistema atual será substituído por um mais moderno, que deve ampliar a qualidade da rede tanto em velocidade quanto em capacidade de acessos simultâneos.

Além de permitir que os usuários usem as redes sociais sem gastar o 3G, a iniciativa deve gerar lucro para a companhia de transportes. Ao permitir a exploração publicitária do conteúdo on-line, o grupo espera faturar, em um ano, 5 milhões de reais.

Para divulgar a novidade, a N1 Telecom montará lounges nas estações Ana Rosa, Brás e Sé – nesta última, o espaço será ambientado com adesivos de árvores, folhas e tapete de borracha imitando um gramado. Os três pontos receberão demarcação colorida no chão, banquetas para descanso e tomadas para carregar celulares, tablets e laptops.

Limite de acesso

Com capacidade para até 400 acessos simultâneos na maior parte das estações, o Wi-Fi da N1 Telecom funcionará com velocidade de 1mbps – “suficiente para uma boa experiência de navegação em sites, redes sociais, aplicativos de comunicação e envio de e-mails”, garante a assessoria do Metrô.

Para acessar a internet sem gastar 3G, o usuário precisa fazer um cadastro simples, que exige dados similares ao de qualquer rede social – nome, e-mail e senha. Feito isso, o sistema funciona por quinze minutos e é interrompido, para permitir o acesso de outros internautas caso a rede esteja congestionada.

Nas estações mais movimentadas da malha, a capacidade de acessos será de até 2 000 usuários simultâneos graças à instalação de uma estrutura de fibra ótica e alta propagação. Ainda assim, é possível prever que o congestionamento de rede será um problema recorrente.

A estação Palmeiras Barra-Funda, por exemplo, recebe em média 14 300 pessoas entre 18h e 19h – ou seja, no final do dia, apenas 14% dos usuários do metrô conseguiriam usar o Wi-Fi disponível. Na Sé, a situação deve ser ainda mais crítica: por lá, circulam mais de 37 000 pessoas depois das 18h e, seguindo a mesma lógica, a rede só atenderia 5% delas.

O Metrô informou que, a princípio, o sistema funcionará em fase de testes. A operação plena da rede começa no dia 1º de março. Confira as estações que serão atendidas pela parceria.

Linha 1 Azul – Armênia, São Joaquim, Vergueiro, Paraíso, Ana Rosa, São Bento, Luz, Portuguesa-Tietê, Vila Mariana, Tucuruvi, Santa Cruz, Santana e Jabaquara.

Linha 2 Verde – Brigadeiro, Trianon-Masp, Consolação, Clínicas, Vila Madalena, Sacomã, Tamanduateí e Vila Prudente.

Linha 3 Vermelha – Marechal Deodoro, Santa Cecília, Tatuapé, Corinthians-Itaquera, Artur Alvim, Penha, República, Anhangabaú, Bresser, Belém, Palmeiras-Barra Funda, Brás, Patriarca, Carrão, Vila Matilde, Guilhermina-Esperança e Sé.

Linha 5 Lilás – Santo Amaro e Largo Treze.

As informações são da Revista Veja

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Metrô prevê obras no monotrilho da zona leste até 2020

Imagem Ilustrativa (Créditos ao autor)

Em mais uma mudança de planos nas obras da Linha 15-Prata do Metrô, o monotrilho da zona leste de São Paulo, a Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos promete executar as obras da Estação Iguatemi, uma parada além da Estação São Mateus, que seria a última da linha. A secretaria promete entregar São Mateus até março de 2018, enquanto Iguatemi ficará para 2020.
A mudança estará no edital que deve ser lançado ainda neste mês para estabelecer as regras da concessão do ramal à iniciativa privada. A empresa que vencer a licitação terá parte da renda da bilheteria da linha e, em troca, terá de manter a operação e a manutenção do monotrilho, o primeiro em funcionamento do País. A expectativa do governo é que o edital seja publicado até o fim do mês de janeiro. O assunto pautou a última reunião do Conselho Estadual de Desestatização do governo estadual.
O novo prazo se soma à série de atrasos do ramal, que deveria ir até Cidade Tiradentes, no extremo leste, com 18 estações. A obra foi prometida originalmente para ficar pronta em 2014. Há dois anos, alegando dificuldades técnicas, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) revisou a obra, que terá agora 11 paradas e deveria ser concluída em 2018. O trecho entre as Estação São Mateus e Cidade Tiradentes vinha sendo descrito como “não prioritário”. A extensão até Cidade Tiradentes continua sem data.

Ás informações são do Jornal Estadão

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Fora do PAC, extensão da linha Verde do Metrô de SP é adiada de novo

Imagem Ilustrativa (Foto: Mario Lucas Musial)

Três projetos relacionados a mobilidade sobre trilhos de São Paulo foram retirados do PAC 

(Programa de Aceleração do Crescimento): uma parte da extensão da linha 2-Verde, do Metrô; a linha 13-Jade, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos); e a reforma ou adequação de 39 estações de cinco linhas, também da CPTM.

Sem verba federal, o início da extensão da linha 2-Verde foi suspenso por um ano em dezembro de 2015 e, agora, até dezembro deste ano.

O projeto prevê a extensão da linha 2 da Vila Prudente até a Dutra, cortando parte da zona leste. São 14,5 km de extensão e 13 estações, com previsão de atender a 1,5 milhão de passageiros por dia. A parte que estava no PAC – excluída em portaria publicada no “Diário Oficial da União” – era o trecho até a Vila Formosa.

Segundo o Ministério das Cidades, os projetos foram excluídos porque o “ente federado” – no caso, o Estado de São Paulo – não conseguiu “vencer as etapas necessárias para contratação”.

O Metrô, por sua vez, diz que apresentou à União todos os projetos para a expansão da linha 2-Verde “e aguardava a liberação de um financiamento de R$ 2,5 bilhões para iniciar as obras que já foram licitadas e contratadas”. Como o crédito não foi liberado, a companhia priorizou obras de linhas já em andamento.

CPTM

Dos dois projetos da CPTM retirados do PAC, um prossegue sem os recursos necessários: a reforma de estações da companhia em toda a Grande São Paulo.

Trem para o aeroporto vai ficar para 2018

Segundo a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, a companhia está buscando outras fontes de recursos para levar as obras adiante. Algumas são adequações,  e outras, modernizações dos pontos.

Excluída do PAC Mobilidade, a linha 13-Jade da CPTM, uma ligação sobre trilhos com o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), agora deve ficar pronta somente no ano que vem.

Em maio de 2012, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) havia afirmado que a linha 13-Jade ficaria pronta até a Copa, mas as obras só começaram no final de 2013, com previsão de entrega em 18 meses, ou seja, no primeiro semestre de 2015. Naquele ano, o Metro Jornal mostrou que o prazo havia sido prorrogado para 2017

A linha terá 12,2 km de extensão, fazendo conexão com a linha 12-Safira na estação Engenheiro Goulart, zona leste, e duas novas estações, incluindo uma ao lado do aeroporto. Deve atender a 130 mil pessoas por dia.

A Secretaria de Transportes Metropolitanos informou, em nota,  que as obras  estão sendo executadas com recursos financeiros obtidos junto à AFD (Agência Francesa de Desenvolvimento) e ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento). “O cancelamento dos recursos previstos no PAC não afetará essa obra”, diz.


Ás informações são do Jornal Metro

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Liminar determina o Metrô pagar pensão à viúva de ambulante assassinado na estação Pedro II

Imagem Ilustrativa (Foto: Mario Lucas Musial)

O juiz André Augusto Salvador Bezerra, da 42.ª Vara Cível da Capital, determinou, em caráter liminar, que a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) pague pensão mensal de R$ 2.232,54 a Maria de Souza Santos, mulher do ambulante Luiz Carlos Ruas, assassinado em dezembro na estação Pedro II.

O valor estipulado, que corresponde ao rendimento médio que era recebido pelo ambulante, deverá ser depositado todo dia 20 de cada mês, já a partir de janeiro, sob pena de multa de 10%, informou o site do TJ – processo: 1001909-61.2017.8.26.0100.

O pedido de tutela de urgência foi ajuizado pela mulher do ambulante, que alegou ter sua subsistência comprometida após a morte do marido. O homem foi espancado até a morte ao tentar defender travestis de agressão no interior da estação Dom Pedro II.

O magistrado entendeu que o crime ocorreu dentro das dependências da estação do Metrô, cuja segurança, em princípio, cabe à empresa. “É certo que outras circunstâncias poderão ser verificadas ao longo do processo e que, em tese, podem elidir a responsabilidade do requerido; todavia, por ora, o que se tem nos autos é a notícia de uma falha na própria segurança oferecida”, anotou. “Necessário, pois, tomada de providência jurisdicional urgente, a fim de que a subsistência da autora não fique comprometida”, determinou.

O Metrô de SP deu a seguinte nota a reportagem:

 “O Metrô vai se manifestar após tomar conhecimento sobre o conteúdo da liminar.”

Ás informações são do Jornal Estadão

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Maior tragédia da história do Metrô completa 10 anos com sentimento de impunidade

10 anos após o acidente com cratera do Metrô, 14 são inocentados e familiares das 7 pessoas mortas não foram indenizados
A maior tragédia da história do Metrô de São Paulo aconteceu na tarde de 12 de janeiro de 2007. Minutos antes do desmoronamento, 25 funcionários abandonaram às pressas o canteiro de obras da Estação Pinheiros da Linha 4-Amarela do Metrô. As paredes cederam por volta de 14h, uma sexta-feira. Em apenas 1 minuto e 50 segundos, o desabamento fez o buraco atingir 80 metros de diâmetro e 38 metros de profundidade.
Uma das primeiras vítimas a serem engolidas pelo buraco foi o motorista da obra Francisco Sabino Torres, de 48 anos. Em seguida, foi engolida a Rua Capri. Três vítimas da cratera do Metrô estavam no micro-ônibus que passava por essa via: o motorista Reinaldo Aparecido Leite, de 40 anos; o cobrador Wescley Adriano da Silva, de 22 anos, e um passageiro, o funcionário público Márcio Rodrigues Alambert, de 31 anos.
Os outros mortos foram: a aposentada Abigail Rossi de Azevedo, de 75 anos, o office-boy Cícero Augustino da Silva, de 58, e a bacharel em direito Valéria Alves Marmit, de 37 anos, que caminhavam na calçada da Rua Capri, usada como acesso dos operários ao túnel em perfuração.
O GPS do micro-ônibus indicava que ele estava 28 metros abaixo dos entulhos. O veículo ficou reduzido a um bloco de sucata com 60 centímetros de altura. A primeira vítima foi retirada pelos bombeiros no quarto dia de buscas. O último corpo foi encontrado no 13º dia.
Após 19 meses de investigação, o Instituto de Criminalística, da Polícia Técnico-Científica, concluiu o laudo sobre as causas do acidente e apontou que problemas de efetivação da obra ocasionaram a queda das paredes do túnel.
Foto: Divulgação

O Júri
No dia 18 de julho de 2016 a Justiça de São Paulo inocentou os 14 réus do caso da cratera do Metrô. Após a maior tragédia da história do metrô paulistano, 14 pessoas entre funcionários do Metrô, do Consórcio Via Amarela e de empresas que projetaram a obra viraram réus pelo desabamento. O consórcio Via Amarela era formado pelas empresas Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.
Em decisão de maio de 2016, a juíza Aparecida Angélica Correia, da 1ª Vara Criminal, considerou estar provado que os réus não concorreram para a infração penal. O Ministério Público defendeu na denúncia que os funcionários foram negligentes. A denúncia cita que foram detectados problemas no túnel no mês anterior a tragédia e, na véspera, a decisão dos responsáveis pela obra foi por instalar tirantes – estruturas de reforço. A obra prosseguiu, porém, sem a instalação dessas estruturas.
A juíza afirmou que ficou provado nas provas que o acidente provavelmente aconteceria mesmo com a instalação dos tirantes. Disse ainda que não houve indício do acidente e que os responsáveis tomavam os cuidados necessários.
O Ministério Público de São Paulo recorreu da decisão da Justiça de inocentar os 14 acusados pela cratera do Metrô, o Superior Tribunal de Justiça ainda não se pronunciou.
Foto: Tuca Vieira/Folhapress
Familiares
Uma década depois, familiares informam que ainda não conseguiram refazer suas vidas, o valor das indenizações ainda não foram pagos, moradores da região que tiveram seu apartamentos condenados por conta de rachaduras, danos estruturais em seus apartamentos, entre outros ouviram a promessa da Prefeitura de São Paulo que iriam pagar o valor total correspondente a desapropriação dos terrenos, porém até hoje nenhum valor foi depositado. Indenizações recebidas, foram de eletrodomésticos e eletroeletrônicos que tinham dentro de suas casas e apartamentos.
Sete pessoas morreram no local soterradas, engolidas pela cratera que surgiu na obra, perdas irreparáveis, vidas perdidas e os supostos culpados pelo ocorrido foram inocentados pela Justiça de São Paulo.
O consórcio e a construtora responsável pela obra pagaram indenizações aos familiares das vítimas, porém não é o suficiente para reparar a perda, vidas que partiram em uma tragédia, os valores nunca irão diminuir a dor da perda.
Texto: Igor Roberto (Reportagem Mobilidade Sampa)


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Justiça mantém suspensão do aumento da tarifa de transporte em SP


O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, nesta terça-feira (10), a decisão liminar que suspende o aumento da tarifa de integração do sistema de transporte metropolitano, incluindo integranção ônibus + metrô/CPTM, bilhete único 24 horas e bilhete único mensal. O reajuste foi aplicado neste domingo (8).

Segundo o presidente do TJ, o desembargador Paulo Dimas de Bellis Mascaretti, “no caso presente, a decisão questionada entendeu que a redução do desconto que beneficiava significativa parcela dos usuários do transporte público metropolitano, em especial aqueles que utilizam o sistema integrado, e que resultou em reajuste bem acima dos índices inflacionários, não foi devidamente justificada”.

De acordo com o Mascaretti, “faltou, em uma análise inicial, detalhamento técnico que demonstrasse a existência de situação fática autorizadora do reajuste nos patamares praticados”. Ainda segundo a decisão, "considerados os próprios fundamentos da ordem liminar, não há como aferir aqui que a sua manutenção representará irreparável impacto e prejuízo ao erário."

Alckmin afirmou no início da tarde desta terça-feira (10) que, para manter as tarifas do transporte público conforme determinou decisão judicial da última sexta-feira (6), precisaria ser notificado. No entanto, segundo ele, para recorrer da decisão, não.
 
"Se você tem notícia sobre uma ação judicial, não tem nenhum problema [se antecipar para] recorrer. Passei o dia inteiro aqui e não recebi [a notificação]", afirmou após receber o ministro da Saúde, Ricardo Barros. "[Por outro lado,] você precisa ser notificado para cumprir uma decisão", explicou.

Os reajustes no transporte metropolitano que entraram em vigor neste domingo (8) e foram mantidos mesmo após liminar:

Tarifa do Metrô: valor de R$ 3,80 foi mantido

Tarifa da CPTM: valor de R$ 3,80 foi mantido

Tarifa de ônibus: valor de R$ 3,80 foi mantido

Integração ônibus + Metrô/CPTM: aumentou de R$ 5,92 para R$ 6,80

Bilhete 24 horas (comum): aumentou de R$ 10 para R$ 15

Bilhete 24 horas (integração): aumentou de R$ 16 para R$ 20

Bilhete mensal (comum): aumentou de R$ 140 para R$ 190

Bilhete mensal (integração): aumentou de R$ 260 para R$ 300

As informações são do G1